Uma ordem que pareça arbitrária

Uma ordem que, na sua forma como na sua aplicação, pareça arbitrária, tirânica, restritiva da liberdade pessoal, arrisca-se a matar o instinto de confiança na própria ordem e a provocar o ressentimento, até mesmo o antagonismo aberto: pelo contrário, deve temperar-se com alguns judiciosos comentários, e obter-se-á uma reacção psicológica inteiramente diferente, abrir-se-ão os diques pelos quais se escoará, guiada pela razão, a energia que se tiver libertado. Ter-se-á posto em jogo o instinto de conservação, ou mesmo o instinto gregário, se a ordem dada interessa à segurança do grupo. Suponha-se, por exemplo, que determinada ordem vem restringir ou suprimir regalias; provocaria, em primeiro lugar, uma reacção hostil. Mas imagine-se que, ao mesmo tempo, o comando anuncia uma epidemia na vizinhança; todas as objecções desaparecem perante o perigo a evitar.
(Coronel Edward L. Munson)

É um facto da experiência que os subordinados realizam tanto melhor a ideia do chefe quanto melhor lhe compreenderam o alcance e a origem. E são tanto mais zelosos no desempenho do cargo quanto mais assimilaram essa ideia e o chefe determinou neles o desejo de a realizar.