Um chefe irritado

Um chefe irritado ou excitável deixa de cumprir a mais essencial das suas funções, que é a de incarnar a autoridade e a ordem verdadeiras; ele próprio não passa duma amostra da dissipação, da inquietude, da falta de domínio que deseja combater nos outros. E, desde então, qualquer que seja o zelo manifestado, nenhum espírito de ordem lograria emanar dele.
(Foerster)

O que fatiga e o que enerva não é tanto o que se faz como o que não chega a fazer-se – eis o motivo por que é necessário que um chefe saiba organizar a sua vida. Há que ter o sentido da hierarquia dos valores, estabelecer uma ordem de urgências para as suas actividades, e proporcionar à importância de cada esforço o tempo que deve ser-lhe reservado.

“A paciência é uma garantia da ordem”, diz o educador americano Hughes. Perder o domínio de si próprio, acrescenta com razão, é sempre a maneira mais propícia a perder a sua autoridade sobre outrem. Um aspecto tranquilo, com origem não num temperamento fleumático mas numa disciplina pessoal, exerce nas pessoas nervosas sem domínio uma influência sugestionável à qual não podem escapar.

Um poeta da índia antiga disse: “domina-te a ti próprio para dominar os outros. Como, senão por uma força pessoal, poderias levá-los a querer o que tu queres ?”