Ser justo

Ser justo é reconhecer lealmente o seu erro ou a sua falta, e não os atribuir a outrem, e ainda menos a um subalterno que não fez mais do que executar, o melhor que pôde e soube e com os meios de que dispunha, ordens imprecisas ou incompletas.

Ser justo é usar no exercício da sua missão de uma rectidão irrepreensível, que assegura mais o ascendente moral sobre uma colectividade do que o uso de todos os artifícios do comando.

Não existe homem no mundo que, por mais virtuoso que seja, passe por inocente ao espírito dum soberano que, não examinando as coisas por si mesmo, desse ouvidos às calúnias (Richelieu).

Os súbditos, como seres não inferiores, têm direito à justiça absoluta; esforcemo-nos por dar-lha. Não procuremos inspirar em nossos subordinados o terror, mas a confiança: que não temam mas desejem a presença do chefe. Protejamo-los sempre que tenham executado ou julguem ter executado as nossas ordens.