Quando falta o chefe

Sem chefe que ordene e coordene, sem chefe que pense e transmita aos seus subordinados o seu pensamento, como a cabeça transmite aos membros o seu influxo nervoso, qualquer grupo humano se esgota em esforços sobre esforços que, neutralizando-se, acabam sempre em fracasso, tanto mais desanimador quanto maior era a boa vontade de que cada qual estava impregnado, fracasso de que Babel e a corte do rei Pétaud são imagens populares.

Quando falta o chefe, reina a anarquia, e a anarquia serve apenas para destruir, nunca para construir.

O chefe, sinal sensível da autoridade, é-o também da unidade. Quando manda, coordena; impede que um grupo se desagregue, se decomponha e morra.