É sobretudo fazer homens

Compreende-se bem o sentido e a grandeza do nome “Chefe”. Chefe é aquele que sabe fazer-se obedecer e ao mesmo tempo fazer-se amar. Não é aquele que impõe; mas aquele que se impõe. Para comandar homens, há que saber dar-se.
Ser chefe não é somente fazer uma obra: é sobretudo fazer homens, conquistá-los, uni-los; amá-los e ser amado por eles. Saint-Exupéry, em “Terre des Hommes”, diz: “A grandeza duma função está talvez, antes de tudo, em unir os homens”. A asserção é particularmente verdadeira, quando aplicada à função do chefe.
O chefe é mais que presidente. Este é por definição não um homem de pé, mas um senhor sentado que arbitra as opiniões daqueles a quem preside e consegue uma maioria preponderante. Pode ser hábil, influente; todavia, não comanda, não se trata dum chefe.

Naturezas superiores

Quando surge a hora das decisões que se hão-de tomar, das responsabilidades que se vão assumir, dos sacrifícios que se têm de suportar, onde descobrir os obreiros destas temerárias empresas, senão em naturezas superiores, impregnadas da vontade de vencer, que vêem com nitidez os únicos meios que conduzem à vitória, e que têm coragem para arriscar tudo?!

(Foch)

Partilhar um ideal

Não se é chefe senão na medida em que se é capaz de fazer partilhar a qualquer grupo o ideal que se vive, levando-o a realizá-lo através de todos os obstáculos.
Decidir não custa nada; o que importa é que as decisões se volvam em acção; daí o concluir-se que para se ser chefe não basta mandar, mas há que saber escolher os homens de acção, educá-los, animá-los, ampará-los, “controlá-los”.

Chefe etimologicamente

Chefe, etimologicamente, é aquele que está à cabeça ou, melhor ainda, aquele que é a cabeça. A cabeça é que vê, pensa, promove a acção no interesse comum de todo o corpo.

Chefe é aquele que sabe, quer, e realiza, e também aquele que faz saber, querer e realizar.

Chefe é aquele que, sabendo o que quer, sabe também proporcionar o esforço ao efeito que pretende obter.