Desenvolver o sentido comunitário

Talvez as faltas fossem menos numerosas, se fosse mais desenvolvido o sentido comunitário e, por consequência, o sentido das responsabilidades comuns. A falta dum membro torna-se então falta do corpo todo, e, em vez de sobrecarregar o infeliz, cada qual esforça-se por ajudá-lo a refazer-se e tornar-se senhor de si próprio. É um pouco como um feixe de vimes: a quebra dum que seja é prejudicial a todo o grupo; interessa a cada um que o delinquente seja ajudado, amparado, animado.

Tornar-se bem compreendido

O verdadeiro chefe não procura dar ordens para mandar, mas esforça-se por fazer nascer nos subordinados o desejo duma colaboração voluntária.

Mandar não é nada. O que é preciso é compreender bem aqueles que se têm a cargo e fazer-se compreender bem por eles. Tornar-se bem compreendido é todo o segredo da vida.
(Foch)

Eu não tenho comandado tal qual como se julga. Eu tenho atraído às minhas ideias aqueles que me rodeiam, o que é muito diferente.
(Foch)

A arte de mandar consiste em conduzir os homens de maneira a obter deles o melhor rendimento para a causa que se serve, com o mínimo de atritos e o máximo de cooperação.

Mandar não é impor a própria vontade

Mandar não consiste em impor a vontade própria a escravos passivos; para o verdadeiro chefe, secundado por um grupo bem seleccionado, mandar é aconselhar e guiar. E a autoridade assim compreendida, longe de opor-se à comunhão de pensamento entre chefes e subordinados, pelo contrário, suscita-a e desenvolve-a. Para os verdadeiros chefes, para aqueles mesmo cuja envergadura de seu cérebro pareceria fazer planar muito acima do vulgar, o isolamento moral não é portanto coisa muito de recear, porque sabem criar confiança à sua volta e desta confiança nascem frequentemente mais dedicações que abusos.
(Courau)

O subordinado não deve nunca ser considerado como simples máquina de executar ordens, mas como ser humano dotado de inteligência e de liberdade, chamado pelo chefe a colaborar com ele de perto ou de longe, numa missão ou num ideal que os supera e que eles têm de servir em conjunto, cada qual em seu lugar.