Origem da falta

A falta pode ter origem em muitas razões:

1. – A ordem inicial foi mal concebida pelo chefe; é portanto aí que se impõe a correcção.

2. – A ordem fora bem concebida, mas foi mal compreendida pelo súbdito. Ambos têm culpa: o chefe que devia ter-se assegurado de que fora bem compreendido, “fazendo repetir a ordem”; o subordinado que aceitou o encargo sem saber ao certo se tinha apreendido bem a vontade do seu chefe. Portanto, cada um, em seu lugar, deve sentir-se responsável.

3. – A ordem era correcta, a transmissão boa, mas a pessoa encarregada de executar a tarefa não possuía as qualidades requeridas para dominar as dificuldades encontradas. Ainda aqui a falta é dupla: o chefe não devia ter confiado um encargo muito difícil a seu súbdito; este, por outro lado, não devia tê-lo aceitado ou pelo menos devia ter chamado a atenção, ao ver que não estava em condições de cumprir a missão que se lhe havia confiado.

4. – Os pontos l, 2, 3 estão todos em ordem, mas o subordinado não se entregou ao trabalho.

Neste último caso, e neste caso somente, a falta recai inteiramente no súbdito, a não ser que o seu chefe se sinta também responsável por não ter sabido despertar nele o interesse necessário.