O chefe não tem que implorar obediência

O chefe não tem de investigar o que pensam ou desejam seus subordinados para fazer o somatório das suas intenções: mas, por outro lado, deve apelar para a sua experiência, e ter em conta o seu parecer. Mas quando viu com clareza e decidiu, deve dar as suas ordens, sem ter de pedir desculpa a ninguém, e sem mais ter de se preocupar com. saber se isso corresponde ou não à opinião da maioria.

Na escolha que fizer, não é preciso atender à infalibilidade. A realidade é demasiadamente complexa e as nossas inteligências demasiadamente débeis. Deve, no entanto, pensar-se que por sua função e por sua situação, a decisão que tiver tomado será a mais aproximada, a solução suficiente para actuar, solução que todos farão por tornar verdadeira, servindo-a com todas as suas energias e melhorando-a no decorrer da acção.

Toda a ordem dada empenha a responsabilidade daquele que a dá. O chefe digno de mandar deve possuir a força de carácter necessária para tomar, de boa vontade, essa responsabilidade. É incapaz, se a receia ou indigno, se a enjeita.

O chefe não tem que implorar obediência; deve mandar com calma. Se possui o direito e o dever de explicar uma ordem, não deve nunca permitir a discussão. Um verdadeiro chefe não se deixa manobrar pelos seus subordinados.