Não se serve dos homens

O verdadeiro chefe não procura dominar por dominar. Não se serve dos homens, mas auxilia-os a servir uma causa que os supera; familiarizar-se com a obra a cumprir constitui o primeiro elemento da alma do chefe.

Mandar é servir: servir a Deus, em nome de Quem se exerce o poder – porque toda a autoridade que, em última análise, não O tenha como fundamento é ilusória ou usurpação; servir aqueles que se comanda, os quais sem chefe correriam o risco de ser um rebanho sem pastor; servir a causa que nos supera e merece a adesão, a obediência e, se for preciso, o sacrifício próprio.

«Que bela missão a de ser chefe! É até mais do que uma missão: é uma vocação, um chamamento, uma espécie de predestinação. Porque “toda a autoridade vem de Deus”, o que exerce a função de chefe torna-se como que um intermediário entre Deus e os seus subordinados. O texto escriturístico não admite restrições nem reservas. É-se chefe “em nome de Deus”, e unicamente para fazer com que os outros homens se tornem mais semelhantes a Ele, ajudando-os a tornar-se mais homens, a tomar consciência da sua dignidade de criaturas divinas, a desenvolver os talentos que providencialmente lhes foram distribuídos».
(Mgr. Pinson, Bispo de Saint-Flour).