Mil maneiras de proceder

Todo o agregado humano, seja qual for, tem necessidade de um chefe, mas de um chefe que se faça obedecer. A ele compete a coordenação das actividades, a fim de se obter o máximo rendimento. Ainda que generosas e desinteressadas, as dedicações que não são coordenadas levam fatalmente ao fracasso, tanto mais doloroso quanto mais sinceras e bem intencionadas forem as pessoas de que se trate.

Para fazer obra de monta, há que reunir esforços que, dispersos, ficariam estéreis. Não é porque o caminho indicado pelo chefe seja o melhor em si que é preciso segui-lo – há, por vezes, mil maneiras de proceder, também boas – mas é o melhor porque ele o indica e porque será o único que há-de produzir a união fecunda das vontades e dos corações.

Um grupo medíocre pode tomar alento e ultrapassar-se ao sopro dum chefe de valor. Um grupo excelente pode estiolar e desfazer-se na esteira de um chefe medíocre cujas atitudes amolecem as boas vontades e matam o entusiasmo.