Diante da injustiça

Que de germes de revolta depostos, durante a guerra, na alma de milhares de soldados, pela arrogância de chefes indignos! O coração do soldado não procurava senão dar-se, admirar: envolvia em verdadeira ternura o chefe que sabia ganhar a sua estima. Mas esta necessidade de admirar, de amar, mudava-se em cólera e em desprezo, diante da injustiça, da cobardia ou da dureza.
(Bessières)

Como o rei era o defensor natural do seu povo contra a cupidez dos grandes, assim todo o chefe supremo deve velar por que os “executores” operários, soldados, marinheiros sejam tratados por seus subalternos com justiça e honra. Está aqui a função mais difícil, por enfraquecer a autoridade dos seus colaboradores, mas não deve também tolerar os abusos da autoridade. Questão de tacto, de energia e de formação esclarecida dos súbditos.