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O chefe

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Calma e domínio de si

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"Controlar"

Neutralizar resistências

Trabalhar em grupo

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Animar e recompensar

O segredo do chefe

Missão: servir

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Competência

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Humildade

Dirigir

Punir

Fazer-se ajudar

 

 

  

Arte de "controlar"

 

Dar ordens é fácil, assegurar-lhes a  execução já não o é tanto; mas é nisto que se distinguem os chefes de todos os amadores do poder.

 

Vós destes ordens, e depois? É preciso ver se são executadas; vigiar as pessoas, segui-las de perto. Acreditai-me, se o comando se limitasse a dar ordens, o seu papel não seria difícil. Mas torna-se necessário fazê-las executar. (Foch).

 

Organizar, dirigir, coordenar não basta. O chefe necessita de assegurar-se da resposta dada pelos factos aos seus projectos para operar com urgência as correcções salutares.

 

A verificação é uma necessidade para os subordinados e um dever para o chefe.

 

A ordem deve inserir-se na vida através daqueles a quem cumpre executá-la. Mas, dada a fraqueza humana, pode haver uma falta de ajustamento entre o plano previsto e a realidade vivida. Está aqui uma das razões pelas quais a inspecção se impõe, não uma inspecção exageradamente esmiuçada e vexatória, mas construtiva, destinada a verificar a adaptação da ideia à realidade.

 

A inspecção do chefe deve encontrar o justo meio termo entre uma continuidade enfadonha e uma demora que a torna inútil. Pode tomar a forma de verificação periódica ou ainda de "sondagem" imprevista que tem a faculdade de evitar a rotina.

 

A inspecção deve exercer-se sem qualquer espírito malévolo, e os súbditos aceitam-na de boa vontade quando sentem que a anima um pensamento instrutivo, tendo por fim, não tanto a correcção das faltas como a sugestão de meios para reparar o mal e para proceder melhor.

 

O chefe deve saber reconhecer o que está bem, mas não hesitar em mostrar o que deveria ter sido feito; para isso às vezes há que revestir-se de coragem. Em certos momentos, pode ser doloroso verificar que certo colaborador se revela inferior à sua missão, e mais doloroso ainda ter de dizer-lho. No entanto, é um dever de lealdade para com o bem comum do qual o chefe não passa de um servidor; dever de caridade para com o colaborador deficiente que necessita de ser estimulado na sua tarefa ou colocado num posto mais de acordo com as suas aptidões; dever de justiça para com os outros colaboradores que correm o risco de ser prejudicados pela insuficiência do seu colega.

 

Um grupo, seja ele qual for, em que nunca se verifique qualquer inspecção, arrisca-se a ser vítima da lei de degradação da energia que tanto vale para o moral como para o físico.

 

Por força da tolerância e do não-te-rales sucede que as coisas ficam a meio-caminho, a ponto de comprometer a causa à qual se havia dado impulso generoso ou a missão que se tinha empreendido com ardor.

 

Inspeccionar rigorosamente é um dos primeiros deveres do chefe, que tendo delegado uma parte da sua autoridade, deve dar-se conta do uso que dela se faz. Tal inspecção, para ser eficaz, deve ser pessoal, feita pelo próprio chefe; o menos possível por intermediários, menos ainda pelo processo do papel selado; nunca executante. Por outro lado, deve ser terminal, isto é, deve atingir directamente, na base da escala hierárquica, o pequeno executante.

 

 

Onde não se diga outra coisa, os pensamentos apresentados são citações de Gaston Courtois (L´art d´être chef)