A franqueza entre chefes

A franqueza entre chefes não deve nunca ser brutal, e a experiência prova que quanto mais se tem de trabalhar em comum tanto mais é preciso ser fiel às exigências da mais perfeita cortesia. Seria erro julgar que, porque se vive em comum, se pode dispensá-la. Em todo o caso, convém a todo o custo fugir das discussões violentas e daquelas palavras irreparáveis que são a marca duma alma que perdeu o domínio de si mesma.

Entre homens de boa vontade, é sempre possível que se prestem explicações, talvez com certa vivacidade, mas sem quebra da estima e do respeito.

Muitas vezes, quando nos colocamos no lugar do nosso colega, compreendemos melhor a sua posição e encontramos do mesmo modo melhores argumentos para a defender, se realmente é defensável.