A crítica

A crítica deprime o moral; amolece a coragem dos indivíduos; acarreta ao grupo a incerteza e a desarmonia e quebra a unidade de vistas e de acção.

Ainda que investido duma autoridade cujo princípio remonta até Deus, o chefe permanece não obstante homem. E porque é homem não pode deixar de ter em si próprio qualquer imperfeição. Decerto, o chefe tem obrigação de se valorizar constantemente e por todos os modos, para estar à altura da sua missão, ser digno do seu posto de comando. Mas os seus subordinados, e principalmente os seus colaboradores que, vivendo junto dele, podem mais facilmente descobrir os seus pontos fracos, devem tomar cuidado em não se deixar hipnotizar por eles. Eles próprios seriam as primeiras vítimas do desprestígio do chefe, em sua presença. Há que confiar no chefe, para se estar pronto a segui-lo até ao fim, e é preciso que o chefe sinta que o seu grupo confia nele para ter coragem de pedir àqueles que o cercam os esforços e os sacrifícios que a todos levarão à vitória.

O verdadeiro chefe atenua, quanto possível, as faltas de seus superiores, e folga com mostrar aos seus subordinados que o êxito se deve ao chefe responsável.

Quanto mais de alto vem a crítica, tanto mais prejudicial pode ser. O chefe que critica o seu superior, perante os seus subordinados, arrisca-se a perder a sua influência e a ver prontamente criticados os seus próprios métodos. Na realidade, o moral assenta na lealdade, na fidelidade aos chefes.