A autoridade é um serviço

A autoridade é um serviço, mas um serviço magnífico. Consiste, não em favorecer caprichos individuais, mas em fazer com que um grupo humano realize o que a sua missão – e a sua vocação, poderia dizer-se – exige. Além disso, o chefe, mesmo quando resiste a opiniões desvairadas e força o grupo a duros e necessários sacrifícios, nada tem de déspota. Apenas serve, embora como corajoso e leal servidor. A colectividade não tem que reclamar, mas que seguir. E seguirá, tanto mais voluntariamente quanto mais claramente vir que o chefe, apesar da sua rudeza, ou até pela sua rudeza, não pretende levá-la a fazer simplesmente o que ele quer, mas o que ela mesmo quer verdadeiramente, como grupo organizado e não como conflito de egoísmo.

Tendo por objectivo “servir”, o chefe dá, à sua maneira, exemplo de obediência, e, além disso, faz surgir nitidamente diante de todos que tem autoridade para exigir dos outros a procura desinteressada do bem comum.